Avançar para o conteúdo principal

A poda das árvores, a saúde do corpo e a cura da alma...

Esta altura do ano traz-me memórias...


depois das vindimas, depois dos figos e dos diospiros, depois da "apanha da azeitona"...
mas em poucos meses viriam-se os resultados: 
Assim vive o corpo, como uma árvore: com raízes que consomem água e nutrientes, ramos que precisam ser podados, folhas que respiram ar puro e frutos que querem amadurecer. 

vinha a poda das árvores. 

era uma sensação estranha, apesar de ser feita sempre com muito cuidado,

quando chegava a Primavera apareciam os rebentos, no lugar da poda... e transformava aqueles seres da natureza em algo ainda maior e mais belo. 

O cuidado com a terra é essencial - o equilíbrio entre a ÁGUA da chuva para regar a TERRA; a energia do SOL (FOGO) e oxigénio do AR puro. Eis os 4 elementos da Natureza e a sua simbiose! 


O corpo é o que temos de mais sagrado e natural, mas ele é frágil! Às vezes tem folhas e flores, às vezes tem frutos e às vezes não tem nada. Mas enquanto tem vida tem o mais importante: a seiva. Pois é a seiva que dá a vida, a energia vital. A seiva bruta, que vem da terra, com uma força tão poderosa que é capaz de subir pelas raízes acima em direção às folhas e a seiva elaborada, que consegue através da fotossíntese nutrir cada célula de cada parte da planta. É essa seiva que dá o mel, o néctar, a doçura viva e nutritiva. É através desta energia e deste equilíbrio que o nosso corpo se mantém vivo e forte, apesar de frágil. Vivo e forte, se lhe soubermos dar os nutrientes de que ele precisa. 

Agora eu pergunto-te: Sabes dar-lhe todos os nutrientes que ele precisa? Consegues ouvir o que ele tem para te dizer? Dás-lhe ouvidos quando ele fala contigo? Ou ele precisa de gritar? Ou já só consegue gemer? Está doente? Então pára agora e dá-lhe atenção! 

Tu ouves o teu corpo? Tu falas com o teu corpo? Tu perguntas-lhe como ele se sente? O que ele precisa? Não o que ele deseja. O que ele precisa verdadeiramente? Tem fome? Tem sede? Tem carências de nutrientes? Tem carências de afeto? Tem carências de atenção? 

Já te aconteceu teres uma planta em casa dentro de um vaso com terra da melhor qualidade, cheia de nutrientes orgânicos...

... e durante muito tempo tu regas com toda a dedicação, sempre com o cuidado de não exagerar, porque tudo o que exagerado intoxica e apodrece, tu escolhes a orientação de luz mais favorável para a planta respirar...

e depois há um período em que te esqueces simplesmente que essa planta existe? Sendo que quando dás conta, ela já morreu de fome e de sede.

Se nunca te aconteceu, é porque nunca tiveste uma planta em casa, se não for isso, dou-te os parabéns! A mim já aconteceu. E mais que uma vez! E é isso, que queria partilhar hoje, não te esqueças de regar e nutrir a tua planta/árvore, na regularidade e na dose exata, a dose que ela precisa para se manter forte e bonita. Nem muito nem pouco, como ensinou Paracelso à prática da medicina: A dose que faz o veneno. 

E há alturas em que a poda é necessária. Só assim deixamos o que não nos serve mais para podermos florescer e gerar frutos.


Léa Caniço


Comentários

Mensagens populares deste blogue

Food Matters (legendado)

"Se pensa que pode ir ao médico e tomar um comprimido para tudo, está profundamente errado." "Há cada vez mais pessoas a recorrer a alternativas, porque o que se tem feito até agora não funciona." "Descubra o que realmente funciona!" "É uma opção. Você não tem de ficar doente."

A alma, o corpo e tu.

imagem retirada daqui:  http://pinup-doodles.blogspot.pt Quando tu consegues tomar consciência que tu não és tu - não a um nível intelectual - porque esse está muito acessível e só não o desenvolve quem não quer ou não se interessa... mas a um nível mais profundo... Tu deixas de querer ser tu, leia-se os outros: aqueles que têm o teu sangue, aqueles que te "educaram", aqueles que de uma forma ou de outra te marcaram e guiaram o teu caminho, as tuas escolhas, conscientes ou não, os teus hábitos, os teus vícios... e que te trouxeram ao que tu és agora. De que vale a pena caminhares na rua com os sapatos mais lindos da loja, se te apertam o dedo mindinho ou se escorregas dentro deles, quando os paralelos da rua não são assim tão paralelos, têm altos e baixos, são irregulares e imprevisíveis. E tu, o teu corpo e a tua mente estão nesse jogo, no jogo do medo de não cair no buraco da estrada que te impede de desfrutar do caminho? Os "sapatos" que tu calças ...