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o corpo, a autoestima e a ferida invisível

o corpo é muitas vezes um senhor ceguinho, não vê as formas, não vê as cores, não vê as ruas... mas precisa de obedecer às indicações dos senhores que têm olhos que as vêem, para poder seguir caminhando. mas o corpo é sábio, o corpo é verdadeiro, o corpo sente, o corpo fala baixinho, o corpo chora às escondidas.

o corpo fala baixinho! tão baixinho que não lhe prestamos atenção. ele é uma marioneta da nossa mente, das nossas emoções, da nossa consciência. uma marioneta viva, com um coração de carne, o que muda tudo. faz-me lembrar aquela afirmação de Saramago: "se tens um coração de ferro bom proveito. O meu fizeram-no de carne, e sangra todo o dia".

acho que o corpo sofre demasiadas vezes com a falta de estima por parte de quem o habita. o corpo anda apertado, o corpo anda carregado, o corpo anda desnutrido, o corpo anda intoxicado... o corpo anda cansado!

o corpo tem feridas que se autocuram, ele tem esse poder, mas o corpo também tem feridas invisíveis - das que já vieram abertas. são feridas demasiado profundas para poderem ser visíveis aos olhos físicos. e demasiado abertas para poderem ser seladas. são feridas que nos tornam mais sensíveis em alguns pontos... mas um pouco mais humanos.
quando não doem a gente esquece com facilidade. quando não doem a gente abusa. quando não doem a gente não presta atenção. mas ele (o corpo), está lá, sempre a fazer o caminho da gente. enquanto aguentar.

que a gente se lembre sempre que o corpo é sábio, o corpo é verdadeiro, ele fala baixinho e chora às escondidas.

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"Se pensa que pode ir ao médico e tomar um comprimido para tudo, está profundamente errado." "Há cada vez mais pessoas a recorrer a alternativas, porque o que se tem feito até agora não funciona." "Descubra o que realmente funciona!" "É uma opção. Você não tem de ficar doente."

A alma, o corpo e tu.

imagem retirada daqui:  http://pinup-doodles.blogspot.pt Quando tu consegues tomar consciência que tu não és tu - não a um nível intelectual - porque esse está muito acessível e só não o desenvolve quem não quer ou não se interessa... mas a um nível mais profundo... Tu deixas de querer ser tu, leia-se os outros: aqueles que têm o teu sangue, aqueles que te "educaram", aqueles que de uma forma ou de outra te marcaram e guiaram o teu caminho, as tuas escolhas, conscientes ou não, os teus hábitos, os teus vícios... e que te trouxeram ao que tu és agora. De que vale a pena caminhares na rua com os sapatos mais lindos da loja, se te apertam o dedo mindinho ou se escorregas dentro deles, quando os paralelos da rua não são assim tão paralelos, têm altos e baixos, são irregulares e imprevisíveis. E tu, o teu corpo e a tua mente estão nesse jogo, no jogo do medo de não cair no buraco da estrada que te impede de desfrutar do caminho? Os "sapatos" que tu calças ...