segunda-feira, 19 de novembro de 2012

A todas as mulheres...


 

Chapéu violeta

Aos 3 anos:
ela olha pra si mesma e vê uma rainha.

Aos 8 anos:
ela olha pra si e vê Cinderela.

Aos 15 anos:
ela olha e vê uma freira horrorosa.

Aos 20 anos:
ela olha e se vê muito gorda, muito magra, muito alta, muito baixa, muito liso, muito encaracolado, decide sair mas... Vai sofrendo...

Aos 30 anos:
ela olha pra si mesma e se vê muito gorda/ muito magra, muito alta, muito baixa, muito liso, muito encaracolado, mas decide que agora não tem tempo pra consertar então vai sair assim mesmo...

Aos 40 anos:
ela olha pra si.... Vê muito gorda, muito magra, muito alta, muito baixa, muito liso, muito encaracolado, mas diz: pelo menos eu sou uma boa pessoa... E sai mesmo assim...

Aos 50 anos:
ela olha pra si mesma e se vê como é... sai e vai pra onde ela bem entender...

Aos 60 anos:
ela se olha e lembra de todas as pessoas que não podem mais se olhar no espelho... sai de casa e conquista o mundo...

Aos 70 anos:
ela olha pra si e vê sabedoria, risos, habilidades, sai para o mundo e aproveita a vida...

Aos 80 anos:
ela não se incomoda mais em se olhar... Põe simplesmente um chapéu violeta e vai se divertir com o mundo...

Talvez devêssemos pôr aquele chapéu violeta mais cedo!

Mário Quintana

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

"Living in the Moment"

“Todos concordam que é importante viver no momento, o problema é como”, afirma Ellen Langer, psicóloga em Harvard e autora do livro Mindfulness.


Segundo um artigo da Psychology Today, elaborado pelo jornalista canadense Jay Dixit, que se baseou nos escritos sobre mindfulness (atenção plena) do Budismo, Taoísmo, Yoga e muitas tradições nativas americanas, existem seis passos para viver o momento presente
O saber viver "o aqui e o agora" constitui nos dias de hoje um dos paradoxos mais peculiares da vida, pois "o seu futuro mais brilhante está na sua habilidade de prestar atenção no presente".

Eis os seis passos, de forma muito resumida:
1. Para melhorar seu desempenho, pare de pensar sobre ele (não-consciência-de-si-mesmo).

O estudo mostra como exemplo de como ficamos nervosos ao entrar numa pista de dança, preocupados demais com como estamos a dançar e prestando atenção de menos na própria música.
Para conseguir dançar com a música, você é obrigado a entregar a sua atenção para o ritmo dela. Ao fazer isso, o seu foco muda automaticamente de você próprio e do seu desempenho para a música.

2. Parar de ficar a preocupar-se com o futuro, foque-se no presente (degustação).

“Frequentemente nós ficamos tão emaranhados em pensamentos do futuro e do passado que esquecemos de experimentar, e ainda menos de desfrutar, o que está a acontecer agora. Nós tomamos um gole de café e pensamos ‘Não está tão bom como o que tomei a semana passada’. Comemos um biscoito e pensamos ‘Espero que o biscoito não acabe’.

3. Se você quer ter um futuro no seu relacionamento, habite o presente (respire).

Whitney Heppner e Michael Kernis, da Universidade de Georgia(EUA), dizem que “a atenção neutraliza os impulsos agressivos nas pessoas”, informa o estudo. Reduz o envolvimento do ego, aumenta o auto-controlo e “faz você perceber o que os budistas chamam de ‘reconhecer a faísca antes da chama’”.

4. Para aproveitar ao máximo o tempo, perca a noção dele (fluxo).

Este é um tema meio esotérico, mas que os psicólogos estão a tentar explorar cada vez mais: o que chamam de fluxo (flow). “O fluxo acontece quando você está tão compenetrado numa tarefa que perde noção de tudo o que está em volta de você”, diz o estudo. “O fluxo incorpora um aparente paradoxo: como você poderia estar a viver no momento se você não está nem consciente dele?”

5. Se algo está a incomodá-lo, mova-se em direção a ele e não para longe dele (aceitação).

"Estar aberto para o modo como as coisas são em cada momento sem tentar manipular ou mudar a experiência – sem julgar, se apegar ou evitar”.

6. Saiba que você não sabe (engajamento).

Ellen Langer, a psicóloga entrevistada no estudo, diz que “a melhor maneira de evitar blackouts é desenvolver o hábito de estar sempre atento às coisas novas em qualquer situação que você esteja”.
E completa: “Nós tornamo-nos indiferentes porque logo que achamos que sabemos algo, paramos de prestar atenção a isso”.