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o corpo, a autoestima e a ferida invisível

o corpo é muitas vezes um senhor ceguinho, não vê as formas, não vê as cores, não vê as ruas... mas precisa de obedecer às indicações dos senhores que têm olhos que as vêem, para poder seguir caminhando. mas o corpo é sábio, o corpo é verdadeiro, o corpo sente, o corpo fala baixinho, o corpo chora às escondidas.

o corpo fala baixinho! tão baixinho que não lhe prestamos atenção. ele é uma marioneta da nossa mente, das nossas emoções, da nossa consciência. uma marioneta viva, com um coração de carne, o que muda tudo. faz-me lembrar aquela afirmação de Saramago: "se tens um coração de ferro bom proveito. O meu fizeram-no de carne, e sangra todo o dia".

acho que o corpo sofre demasiadas vezes com a falta de estima por parte de quem o habita. o corpo anda apertado, o corpo anda carregado, o corpo anda desnutrido, o corpo anda intoxicado... o corpo anda cansado!

o corpo tem feridas que se autocuram, ele tem esse poder, mas o corpo também tem feridas invisíveis - das que já vieram…
Mensagens recentes

Só para os E.T.s

Só para ti que sabes... ou que sentes o que é ser um E.T., mais concretamente um extraterrestre, como estás?
Estou aqui para te dizer que estou contigo, que nunca estás sozinho, na verdade tu sabes, mas quero lembrar-te disso. Porque sei que, tal como eu, tu esqueces-te, é como se te perdesses muitas vezes. Como o menino ou a menina, de 3 ou 4 anos, que ao caminhar na rua com os seus próprios pézinhos, ela não percebe o chão, não percebe a terra e ao soltar a mão da sua mãe começa a ver cores, movimentos, a ouvir sons... e quando olha à sua volta vê que são pessoas desconhecidas a caminhar em várias direções. Não sabe onde está, não sabe por onde caminhou, não sabe da sua mãe. Mas as pessoas sabem, ou parecem saber, onde estão, com quem estão, o que fazem...  Por agora fico simplesmente a contemplar.
rascunhos da Léa

E se morresse logo à noite?

E se morresse logo à noite?

Ficarias a saber agora que daqui a meia dúzia de horas deixarias esta vida... assim... sem uma doença prolongada...

Esta é uma questão que me visita muitas vezes, não faço ideia se a ti também, mas para mim é uma companheira de longa data.
Não vem daquela ideia "e se hoje fosse o último dia da tua vida?" apesar de na prática parecer a mesma coisa. E pode ser, mas para mim não é. Pois esta, é uma companheira muito velhinha, desde que me lembro de existir e aparece sempre nos momentos que mais preciso. Porque é aí que o exterior deixa de ter importância. Sendo que o exterior não são os outros, mas tudo aquilo que me afasta deles e sobretudo, aquilo que me afasta de mim.
Se eu soubesse que a minha vida terminaria em poucas horas... muito poderia escrever sobre o que me vai na alma, mas tenho a certeza que não faria muitas coisas.
Procurava simplesmente deixar tudo aquilo que me pesa, tal como fazemos nas viagens sem destinos definidos.
Deixava os sen…

e quando te parece que o caminho é demasiado longo?

o que sentes, quando te parece que o caminho é demasiado longo? ou complexo?
deparo-me com esta realidade diariamente, através de conversas com amigos, colegas, pacientes... na minha vida... não sei se é uma percepção minha exacerbada ou se habita na mente dos outros de forma semelhante.
confesso que apenas sei falar do que sinto, por isso nada do que escrevo é ditado. 
talvez andemos a pensar demais e a sentir de menos, a planear demais e a realizar de menos; a ouvir demais os outros e a escutar de menos a nós próprios. 
a questão é que o caminho vai parecer sempre longo, porque nunca se vê o fim, porque não há fim. o fim não existe. estamos sempre no meio. e estar no meio por vezes inquieta-nos. não queremos estar no meio, queremos estar lá na frente, a controlar o caminho. queremos já estar lá. mas isso é contra as leis da natureza. e nós somos regidos, antes de qualquer outra coisa, por estas mesmas leis. e ela (a natureza) ajuda-nos, se respeitarmos os seus ciclos. mas não podem…

Como funciona o corpo feminino?

As mudanças e as oscilações ao longo do ciclo menstrual e dos ciclos de vida.



mais vídeos sobre este tema e muitos outros no canal HEARTFUL Viver O Feminino
Já sentiste algo assim? Quando sais de casa levas-te por inteiro ou há alguma parte de ti que deixas, por achares demasiado pesada para a tua estrutura, porque sentes que ainda não tens os músculos suficientemente desenvolvidos para aguentar tanta pressão? O que eu vejo todos os dias... em mim, nos meus pacientes, nas pessoas que cruzam o meu caminho... não, eu não vejo, eu sinto... são como que construções:  algumas com alicerces fortes e bem assentes, sempre em constante remodelação;  outras com alicerces menos fortes, mas pensadas em estruturas mais leves;  algumas com vigas de ferro, outras de madeira e outras de betão armado.  A alguns foi dada uma caixa de ferramentas completa, a outros foi dado pouco mais que uma chave de fendas...  mas nada disto importa!  O que importa é que a nossa obra seja construída todos os dias... e descontruída sempre que necessário. Que nos proteja do frio, do vento e da chuva, mas nunca nos esconda do SOL, porque se a terra nos dá o colo e a nutrição, o sol …

Queres MUDAR? Tens MESMO a certeza?

Consumir informação (e desinformação) é muito fácil nos dias de hoje. Opinar sobre tudo e mais alguma coisa nunca foi tão simples. Está tudo muito acessível e global. Lembro-me que há uns largos anos atrás, quando estava na faculdade e estudava sobre o fenómeno da globalização e o impacto na alimentação das pessoas do mundo inteiro, estava a perceber-se que a comida típica de cada povo, os alimentos nativos de cada cultura e de cada terra, estavam a desaparecer e a ser substituídos cada vez mais por comestíveis (conceito muito diferente de alimentos) no século XXI. E o que se tornava moda nos EUA, no dia a seguir (agora é no segundo a seguir), passava a ser moda em qualquer país do mundo.
Nada contra, desde que não se deixe de honrar e dar uso à sabedoria que nos trouxe até aos dias de hoje, nem se deixe de usar a parte do cérebro responsável por relacionar tudo o que nos vem parar ao prato, desde a sua origem, até ao resultado final do seu consumo, ao impacto que tem no corpo e na m…