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Mensagens

A mostrar mensagens de 2019

O corpo, a mente e a flexibilidade

A flexibilidade do corpo pode aumentar a flexibilidade da mente e ao contrário. Um corpo flexível é como um elástico,
ele molda-se ao ambiente. Quando é preciso, ele estica entre forças opostas e encolhe quando as mesmas se aproximam. Se a mente quiser, o corpo alonga mais, torce mais, flecte mais... E se o corpo quiser ou deixar, a mente também pode flexionar mais. A flexibilidade liga, a flexibilidade sustenta, a flexibilidade não parte, a flexibilidade aguenta. Mas a flexibilidade é um elástico e o elástico para se manter elástico, no sentido literal da palavra, precisa de outras fibras, menos elásticas e mais fortes. Imagina um elástico no seu máximo e/ou demasiadas vezes lá perto... Se és mulher, é provável que já tenhas passado pela seguinte experiência: sabes aqueles jeans elásticos que te assentavam na perfeição, sobressaindo as linhas curvas do teu corpo? Um dia, no milésimo de segundo antes de saíres de casa, a correr para o trabalho, esperando ver a imagem de sempre, aquele desenho…

O peso do Corpo e o peso da Alma

O peso não se vê, o peso sente-se. O que vemos no outro é o que o seu peso o faz sentir. E o que ele sente é o dueto que o Corpo faz com a Alma. Quando a Alma tem espaço para irradiar luz, o corpo fica leve, o corpo funciona, o corpo regenera. Quando a Alma é esquecida, escondida, encolhida, desnutrida… ela fica presa na carne e no sangue. Fica com a mesma sensação que o Corpo tem quando depois de uma corrida à chuva tem de secar a roupa do corpo numa sombra fria de um arbusto junto ao rio. A Alma presa adoece o Corpo. E o Corpo preso adoece a Alma. O Corpo fica preso com o peso excessivo que carrega, emperrado com a ausência de movimento, amarrado com a rigidez mental, dolorido com a falta de cuidado… Quando o Corpo fica preso, a dor alerta-nos e mostra-nos que estamos presos. E ainda bem que temos dor, pois se não fosse ela, não nos aperceberíamos dos excessos que estamos a carregar ou das carências que não estamos a nutrir. O Corpo precisa de alimentos verdadeiros, o Corpo precisa…

o corpo, a autoestima e a ferida invisível

o corpo é muitas vezes um senhor ceguinho, não vê as formas, não vê as cores, não vê as ruas... mas precisa de obedecer às indicações dos senhores que têm olhos que as vêem, para poder seguir caminhando. mas o corpo é sábio, o corpo é verdadeiro, o corpo sente, o corpo fala baixinho, o corpo chora às escondidas.

o corpo fala baixinho! tão baixinho que não lhe prestamos atenção. ele é uma marioneta da nossa mente, das nossas emoções, da nossa consciência. uma marioneta viva, com um coração de carne, o que muda tudo. faz-me lembrar aquela afirmação de Saramago: "se tens um coração de ferro bom proveito. O meu fizeram-no de carne, e sangra todo o dia".

acho que o corpo sofre demasiadas vezes com a falta de estima por parte de quem o habita. o corpo anda apertado, o corpo anda carregado, o corpo anda desnutrido, o corpo anda intoxicado... o corpo anda cansado!

o corpo tem feridas que se autocuram, ele tem esse poder, mas o corpo também tem feridas invisíveis - das que já vieram…

Só para os E.T.s

Só para ti que sabes... ou que sentes o que é ser um E.T., mais concretamente um extraterrestre, como estás?
Estou aqui para te dizer que estou contigo, que nunca estás sozinho, na verdade tu sabes, mas quero lembrar-te disso. Porque sei que, tal como eu, tu esqueces-te, é como se te perdesses muitas vezes. Como o menino ou a menina, de 3 ou 4 anos, que ao caminhar na rua com os seus próprios pézinhos, ela não percebe o chão, não percebe a terra e ao soltar a mão da sua mãe começa a ver cores, movimentos, a ouvir sons... e quando olha à sua volta vê que são pessoas desconhecidas a caminhar em várias direções. Não sabe onde está, não sabe por onde caminhou, não sabe da sua mãe. Mas as pessoas sabem, ou parecem saber, onde estão, com quem estão, o que fazem...  Por agora fico simplesmente a contemplar.
rascunhos da Léa

E se morresse logo à noite?

E se morresse logo à noite?

Ficarias a saber agora que daqui a meia dúzia de horas deixarias esta vida... assim... sem uma doença prolongada...

Esta é uma questão que me visita muitas vezes, não faço ideia se a ti também, mas para mim é uma companheira de longa data.
Não vem daquela ideia "e se hoje fosse o último dia da tua vida?" apesar de na prática parecer a mesma coisa. E pode ser, mas para mim não é. Pois esta, é uma companheira muito velhinha, desde que me lembro de existir e aparece sempre nos momentos que mais preciso. Porque é aí que o exterior deixa de ter importância. Sendo que o exterior não são os outros, mas tudo aquilo que me afasta deles e sobretudo, aquilo que me afasta de mim.
Se eu soubesse que a minha vida terminaria em poucas horas... muito poderia escrever sobre o que me vai na alma, mas tenho a certeza que não faria muitas coisas.
Procurava simplesmente deixar tudo aquilo que me pesa, tal como fazemos nas viagens sem destinos definidos.
Deixava os sen…