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Já sentiste algo assim?
Quando sais de casa levas-te por inteiro ou há alguma parte de ti que deixas, por achares demasiado pesada para a tua estrutura, porque sentes que ainda não tens os músculos suficientemente desenvolvidos para aguentar tanta pressão?
O que eu vejo todos os dias... em mim, nos meus pacientes, nas pessoas que cruzam o meu caminho... não, eu não vejo, eu sinto... são como que construções: 
algumas com alicerces fortes e bem assentes, sempre em constante remodelação; 
outras com alicerces menos fortes, mas pensadas em estruturas mais leves; 
algumas com vigas de ferro, outras de madeira e outras de betão armado. 
A alguns foi dada uma caixa de ferramentas completa, a outros foi dado pouco mais que uma chave de fendas... 
mas nada disto importa! 
O que importa é que a nossa obra seja construída todos os dias... e descontruída sempre que necessário. Que nos proteja do frio, do vento e da chuva, mas nunca nos esconda do SOL, porque se a terra nos dá o colo e a nutrição, o sol dá-nos a força e a luz. 
Sem sol não conseguimos ver as nossas construções na totalidade, só vemos as daqueles que fizeram construções que permitem a entrada da luz através de todas as janelas, portas, varandas, jardins...
Se não deixas entrar o sol na tua casa todos os dias pela manhã, é bem provável que ao saires dela, deixaste ficar parte de ti. 
Onde está o teu sol? Não o procures muito, pois ele sente-se, ele é o que nos aquece o corpo, ele é o que nos aquece a alma.

Rascunhos da Lea

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